A andropausa — também chamada de hipogonadismo masculino tardio ou deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM) — é uma condição caracterizada pela queda progressiva dos níveis de testosterona associada a sintomas que comprometem a qualidade de vida dos homens a partir dos 40 a 50 anos. Diferente da menopausa feminina, a andropausa é gradual, afetando a testosterona em uma taxa de 1 a 2% ao ano a partir dos 30 anos, e nem todos os homens desenvolvem sintomas clinicamente relevantes. Em São Paulo, onde a qualidade de vida masculina ganhou destaque crescente, o Dr. Ricardo Inserra — urologista especialista com mais de 20 anos de experiência e inscrito no CRM-SP — atende homens de Moema, Itaim Bibi, Jardins e Paulista que apresentam sintomas de deficiência de testosterona e buscam investigação e tratamento seguros. A terapia de reposição de testosterona (TRT), quando corretamente indicada e monitorada, pode transformar profundamente a qualidade de vida masculina. Neste artigo, você vai entender os sintomas da andropausa, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis em São Paulo.

Sintomas da Andropausa: Reconheça os Sinais

Os sintomas da deficiência de testosterona são variados e inespecíficos, o que frequentemente retarda o diagnóstico. Os principais sintomas incluem: Sexuais: redução ou ausência da libido (desejo sexual), disfunção erétil, redução do volume ejaculatório, infertilidade. Físicos: redução da massa muscular e da força, aumento da gordura corporal (especialmente abdominal), redução da densidade óssea (osteopenia/osteoporose), cansaço excessivo, sudorese aumentada e ondas de calor (semelhantes aos da menopausa feminina), redução do tamanho dos testículos e da próstata. Cognitivos e emocionais: falta de concentração e memória, irritabilidade, depressão, ansiedade, humor deprimido, redução da autoconfiança. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Endocrine Society recomendam investigar deficiência de testosterona em todo homem com dois ou mais desses sintomas, especialmente os sexuais, associados a dosagem de testosterona total abaixo de 300 ng/dL (10,4 nmol/L). Pela alta prevalência de comorbidades associadas (obesidade, diabetes, síndrome metabólica), o diagnóstico exige avaliação clínica cuidadosa e não apenas os valores laboratoriais.

Diagnóstico: Como Confirmar a Andropausa

O diagnóstico da deficiência de testosterona (andropausa) requer a combinação de sintomas clínicos e dosagem hormonal. A testosterona total deve ser dosada entre 7h e 10h da manhã (pico circadiano) em duas ocasiões separadas por pelo menos 2 semanas. A fração biologicamente ativa — testosterona livre e biodisponível — é importante especialmente em homens obesos (que têm SHBG reduzida) e idosos (que têm SHBG elevada). Os exames laboratoriais completos incluem: testosterona total e livre, LH e FSH (para distinguir hipogonadismo primário — testicular — de secundário — hipofisário), prolactina (hiperprolactinemia causa supressão do eixo gonadotrófico), hemograma (hematócrito basal), PSA (fundamental antes de iniciar TRT), função hepática e renal. A ressonância da hipófise é solicitada em casos de testosterona muito baixa com LH/FSH baixos (suspeita de adenoma hipofisário). O Dr. Ricardo Inserra em São Paulo realiza avaliação completa e interpreta os resultados no contexto clínico de cada paciente, evitando tanto o subdiagnóstico quanto o tratamento desnecessário.

Terapia de Reposição de Testosterona (TRT): Opções e Monitoramento

A TRT está disponível em diversas formas farmacológicas, cada uma com vantagens e desvantagens específicas. Injeções intramusculares de undecanoato de testosterona (Nebido): aplicadas a cada 10 a 14 semanas, são a forma mais conveniente para muitos pacientes brasileiros. Proporcionam níveis estáveis de testosterona sem os picos e vales das formulações de ação curta. Injeções de cipionato ou enantato de testosterona: aplicadas a cada 1 a 2 semanas, mais acessíveis economicamente. Géis transdérmicos (Androgel, Testogel): aplicados diariamente na pele, oferecem níveis estáveis de testosterona mas exigem cuidado para evitar transferência para parceiras ou crianças. Adesivos transdérmicos: menos usados no Brasil por custo e reações cutâneas. Pellets subcutâneos (Testopel): implantados sob a pele a cada 3 a 6 meses, oferecem máxima comodidade. O monitoramento da TRT inclui: dosagem de testosterona, hematócrito (risco de policitemia), PSA e exame de próstata a cada 3 meses no primeiro ano, depois anualmente. Homens com histórico de câncer de próstata ativo são contraindicação à TRT. O Dr. Ricardo Inserra em São Paulo individualiza o esquema de TRT conforme o perfil, a preferência e as condições de cada paciente.

Benefícios e Riscos da TRT: O Que Esperar

Com a TRT corretamente indicada e monitorada, os benefícios podem ser expressivos. Na esfera sexual: aumento da libido em 2 a 4 semanas, melhora da função erétil (frequentemente em conjunto com iF5) em 4 a 12 semanas, melhora da qualidade dos orgasmos e do volume ejaculatório. Na esfera física: aumento de massa muscular e força em 3 a 6 meses, redução da gordura abdominal em 3 a 6 meses, melhora da densidade óssea em 12 a 24 meses. Na esfera cognitiva e emocional: melhora do humor, energia, concentração e motivação em 3 a 6 semanas. Os principais riscos são: policitemia (aumento do hematócrito, que eleva o risco de trombose) — exige monitoramento periódico e flebotomia se necessário; redução da fertilidade (a TRT suprime a espermatogênese); acne e seborréia; ginecomastia (raramente); apneia do sono (agravamento em pacientes predispostos). O risco cardiovascular da TRT tem sido objeto de debate intenso na literatura, com estudos recentes (como o TRAVERSE trial, publicado em 2023 no NEJM) demonstrando que a TRT não aumenta o risco de eventos cardiovasculares em homens com hipogonadismo e risco cardiovascular moderado. O Dr. Ricardo Inserra discute todos esses aspectos com cada paciente antes de iniciar a TRT em São Paulo.

Perguntas Frequentes

Homem com câncer de próstata tratado pode fazer TRT?

A TRT em homens com câncer de próstata localizado tratado (por cirurgia ou radioterapia) com PSA indetectável há pelo menos 1 a 2 anos é considerada em centros especializados para casos de hipogonadismo grave. Essa é uma área em evolução da urologia, e a indicação requer discussão detalhada com o urologista e equipe multidisciplinar. Em câncer ativo ou metastático, a TRT é absolutamente contraindicada.

TRT causa câncer de próstata?

Não há evidências científicas sólidas de que a TRT cause câncer de próstata. A hipótese de que a testosterona “alimenta” o câncer foi reformulada — acredita-se hoje que os receptores androgênicos saturam em níveis baixos de testosterona (modelo de saturação). Estudos de longo prazo (10+ anos) não demonstraram aumento de incidência de câncer de próstata em pacientes em TRT com PSA monitorado regularmente.

Posso engravidar a parceira enquanto faço TRT?

Não. A TRT suprime o eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal, reduzindo drasticamente a produção de espermatozoides (espermatogênese). Homens que desejam manter a fertilidade devem utilizar alternativas à TRT que preservem o eixo hormonal, como clomifeno ou gonadotrofinas. O Dr. Ricardo Inserra em São Paulo orienta sobre as alternativas disponíveis para cada caso.

Quanto tempo demora para sentir os efeitos da TRT?

Os efeitos da TRT aparecem em diferentes prazos conforme o domínio: libido e humor melhoram em 3 a 6 semanas; função erétil em 6 a 12 semanas; composição corporal (massa muscular, gordura) em 3 a 6 meses; densidade óssea em 12 a 24 meses. Alguns pacientes percebem melhora mais rápida; outros requerem ajuste de dose para resposta adequada.

Posso parar a TRT a qualquer momento?

Sim, mas a interrupção abrupta pode causar sintomas de abstinência e queda rápida da testosterona para níveis pré-tratamento, com retorno dos sintomas da andropausa. Em homens com hipogonadismo primário (testicular), a TRT geralmente é permanente. Em casos de hipogonadismo secundário (hipofisário ou hipotalâmico) por causa reversível, a TRT pode ser desmamada com estimulação do eixo por clomifeno ou gonadotrofinas.

Conclusão

A andropausa é uma condição real, prevalente e tratável que afeta profundamente a qualidade de vida de milhares de homens em São Paulo. Com diagnóstico correto e terapia de reposição de testosterona adequadamente monitorada, é possível recuperar energia, libido, força, humor e bem-estar geral. O Dr. Ricardo Inserra, urologista especialista com mais de 20 anos de experiência e CRM-SP, atende homens com andropausa em São Paulo, com consultórios em Moema, Itaim Bibi, Jardins e Paulista. Não normalize o cansaço e a falta de energia como “coisa da idade” — agende sua avaliação hoje.

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