A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO), conhecida também pela sigla inglesa ESWL (Extracorporeal Shock Wave Lithotripsy), é um tratamento não invasivo para a fragmentação de pedras nos rins e no ureter. O procedimento utiliza ondas de choque geradas fora do corpo que se concentram no cálculo, fragmentando-o em partículas pequenas o suficiente para serem eliminadas espontaneamente pela urina — sem necessidade de cirurgia, sem cortes, sem anestesia geral e sem internação. Disponível em São Paulo há mais de três décadas, a LECO é amplamente utilizada em consultórios urológicos de Moema, Itaim Bibi e Jardins como primeira linha de tratamento para cálculos renais de até 20 mm e cálculos ureterais proximais. O Dr. Ricardo Inserra, urologista com mais de 20 anos de experiência e inscrito no CRM-SP, indica e acompanha a LECO como parte de seu arsenal terapêutico para nefrolitíase em São Paulo. Neste artigo, você vai entender como funciona o procedimento, quando é indicado, quais são os resultados esperados e o que fazer quando a LECO não é suficiente.
Como Funciona a LECO: Física das Ondas de Choque
As ondas de choque utilizadas na LECO são pulsos de alta energia acústica gerados por três tipos de sistemas: eletromagnéticos (os mais comuns e precisos), piezoeléctricos e eletro-hidráulicos. O aparelho de LECO localiza o cálculo por fluoroscopia (raio-X) ou por ultrassom, posicionando o foco das ondas exatamente sobre a pedra. As ondas de choque viajam através dos tecidos moles sem causar dano significativo, mas ao atingirem a superfície do cálculo — que tem densidade muito diferente dos tecidos —, geram forças de tração e compressão que fraturam progressivamente a pedra. Cada sessão de LECO aplica entre 1.500 e 4.000 pulsos ao longo de 45 a 90 minutos. O objetivo é fragmentar o cálculo em partículas menores que 4 mm, que são eliminadas espontaneamente pela urina nos dias e semanas seguintes. O procedimento é realizado em decúbito dorsal (deitado de costas), com o paciente consciente e sob sedação leve ou analgesia, sem necessidade de internação. A taxa de sucesso varia conforme o tamanho, a localização e a composição do cálculo.
Indicações e Contraindicações da LECO em São Paulo
As diretrizes da EAU e da SBU recomendam a LECO como primeira opção para cálculos renais únicos de até 20 mm (idealmente até 15 mm) e cálculos ureterais proximais de até 10 mm, em pacientes sem contraindicações específicas. A LECO é especialmente eficaz para cálculos de composição mais radiolúcida (ácido úrico, hidroxiapatita) e menos eficaz para cálculos muito duros (oxalato de cálcio monoidrato, cistina, brushita). As contraindicações incluem: gravidez (a LECO é absolutamente contraindicada), distúrbios graves de coagulação, aneurisma de aorta ou artéria renal próximo ao cálculo, marca-passo cardíaco sem autorização do cardiologista, obstrução urinária abaixo do cálculo e infecção urinária ativa. Pacientes com rim único ou transplantado podem ser submetidos à LECO com cuidado adicional. O Dr. Ricardo Inserra realiza avaliação completa antes de indicar a LECO, incluindo análise de tomografia computadorizada para estimar a dureza do cálculo (por unidades Hounsfield), o que aumenta a precisão da indicação terapêutica em São Paulo.
Taxa de Sucesso e Fatores que Influenciam o Resultado
A taxa de sucesso da LECO (stone-free rate em 3 meses) varia amplamente conforme múltiplos fatores: Tamanho do cálculo: pedras menores de 10 mm têm taxa de sucesso de 85-90%; de 10 a 20 mm, 65-75%; acima de 20 mm, inferior a 50% (LECO não recomendada). Localização: cálculos no cálice renal inferior têm pior resultado pela dificuldade de drenagem (30-60% de sucesso); no cálice renal superior e médio, 75-85%; no ureter proximal, 65-80%. Composição: cálculos de ácido úrico e estru vita respondem bem; oxalato de cálcio monoidrato (dureza >1000 HU na TC) responde mal. Índice de massa corporal (IMC): pacientes obesos têm menor eficácia pela maior distância entre a pele e o cálculo. Uma segunda sessão de LECO pode ser necessária em 10 a 20% dos casos. Se após duas sessões o cálculo não for fragmentado adequadamente, a ureteroscopia com laser ou a nefrolitotomia percutânea são indicadas. O Dr. Ricardo Inserra em São Paulo acompanha a eliminação dos fragmentos com ultrassom e tomografia seriados após cada sessão de LECO.
Cuidados Antes, Durante e Após a LECO
Antes da LECO, o paciente deve realizar exames de sangue (coagulograma, creatinina), urinalise e urocultura para excluir infecção. Medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários devem ser suspensos com antecedência determinada pelo urologista. No dia do procedimento, é recomendado jejum de 4 horas se houver sedação. A LECO é realizada em posição deitada, com monitorização cardíaca contínua. Após o procedimento, o paciente aguarda 1 a 2 horas em observação e recebe alta para casa. Nos dias seguintes, é fundamental manter boa hidratação (2 a 3 litros de água por dia), peneirar a urina para coletar fragmentos do cálculo (que serão enviados para análise de composição), e observar a presença de sangue na urina (comum nos primeiros dias). Dor lombar moderada é esperada e controlada com anti-inflamatórios e analgésicos. Situações de alerta incluem: febre, incapacidade de urinar (cálculo-freio bloqueando o ureter) e dor intensa não controlada — que devem ser comunicadas imediatamente ao Dr. Ricardo Inserra pelo WhatsApp.
Perguntas Frequentes
A LECO dói?
O procedimento causa uma sensação de impacto ou batidas rítmicas na região lombar, que pode ser desconfortável. A maioria dos aparelhos modernos permite sedação leve ou analgesia para aumentar o conforto. A tolerância varia entre pacientes. Após o procedimento, pode haver dor lombar leve a moderada por alguns dias.
Quantas sessões de LECO são necessárias?
Muitos casos resolvem com uma única sessão. Quando necessário, uma segunda sessão pode ser realizada após 2 a 3 semanas da primeira. Mais de duas sessões raramente são indicadas; se o cálculo não respondeu às primeiras tentativas, a ureteroscopia ou a nefrolitotomia percutânea são mais indicadas.
A LECO pode ser realizada durante a gravidez?
Não. A gravidez é contraindicação absoluta para a LECO pelo risco de danos ao feto pelas ondas de choque. Em grávidas com cálculo renal ou ureteral, o tratamento de escolha é a instalação de stent duplo-J ou nefrostomia para drenagem temporária, com o tratamento definitivo postergado para após o parto.
A LECO pode causar dano renal?
Quando aplicada em doses adequadas e com o equipamento calibrado corretamente, a LECO não causa dano renal clinicamente significativo. Estudos de longo prazo não demonstraram aumento de risco de hipertensão arterial ou insuficiência renal em pacientes submetidos a LECO em número limitado de sessões. Em rins já comprometidos, a indicação deve ser criteriosa.
O que é um “cálculo-freio” e como é tratado?
Após a LECO, os fragmentos do cálculo precisam ser eliminados pelo ureter. Se muitos fragmentos se acumulam no ureter, podem formar uma “fila” que obstrui o fluxo urinário — o chamado “cálculo-freio” (steinstrasse). Isso pode causar dor intensa e, se associado a infecção, é uma emergência urológica. O tratamento inclui observação, LECO repetida sobre os fragmentos ou ureteroscopia de resgate.
Conclusão
A LECO é um tratamento seguro, eficaz e não invasivo para pedras nos rins e no ureter em São Paulo. Para cálculos de tamanho adequado e composição favorável, pode eliminar a pedra sem qualquer corte ou internação. O Dr. Ricardo Inserra, urologista especialista com mais de 20 anos de experiência e CRM-SP, avalia e indica a LECO para seus pacientes de Moema, Itaim Bibi, Jardins e Paulista em São Paulo. Se você tem pedra no rim, agende sua consulta e conheça todas as opções disponíveis.
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