A disfunção erétil (DE) — dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para a atividade sexual satisfatória — afeta cerca de 50% dos homens entre 40 e 70 anos no Brasil, segundo o Estudo Epidemiológico Brasileiro de Disfunção Erétil (EBED). Em São Paulo, onde a vida acelerada, o estresse, o sedentarismo e as doenças crônicas são altamente prevalentes, a DE é ainda mais comum do que os dados nacionais sugerem. O estigma associado ao tema leva muitos homens a sofrerem em silêncio por anos antes de buscar ajuda, o que é especialmente lamentável porque a medicina atual dispõe de tratamentos eficazes para praticamente todos os perfis de paciente e causas de disfunção erétil. Além disso, a DE frequentemente é um marcador precoce de doenças cardiovasculares — o compartilhamento de fatores de risco (diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo) e o mesmo mecanismo de lesão endotelial que compromete as artérias coronárias também compromete as artérias penianas, que são menores e mais sensíveis. Por isso, todo homem com DE deve ser avaliado clinicamente de forma abrangente. Neste guia, você vai conhecer os 6 tratamentos modernos disponíveis em São Paulo, desde mudanças de estilo de vida até a prótese peniana inflável, e entender quando cada um é indicado. O Dr. Ricardo Inserra, urologista em São Paulo com mais de 20 anos de experiência, realiza diagnóstico completo e oferece o tratamento mais adequado ao seu caso com respeito e sigilo total.

Causas da Disfunção Erétil e Diagnóstico em São Paulo

A ereção é um evento neurovascular complexo: estímulo sexual → sinal nervoso → liberação de óxido nítrico → relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos → afluxo de sangue → ereção. Qualquer ponto dessa cascata pode ser interrompido. As causas de DE são classificadas em orgânicas (80% dos casos) e psicogênicas (20%). Entre as causas orgânicas, as mais frequentes são: doenças vasculares (aterosclerose, hipertensão), diabetes mellitus (afeta nervos e vasos), hipogonadismo (baixa testosterona), causas neurológicas (esclerose múltipla, Parkinson, lesão medular, sequela de cirurgia pélvica), doença de Peyronie (placa fibrosa no pênis) e medicamentos (beta-bloqueadores, diuréticos tiazídicos, antidepressivos ISRS, finasterida). As causas psicogênicas incluem ansiedade de desempenho, depressão, conflitos de relacionamento e estresse crônico. O diagnóstico começa com anamnese detalhada, usando o IIEF-5 (Índice Internacional de Função Erétil, 5 perguntas), exame físico genital e avaliação dos pulsos vasculares. Os exames laboratoriais incluem glicemia de jejum, hemoglobina glicada, lipidograma, testosterona total e livre, LH, FSH, prolactina, TSH e PSA. O eco-Doppler peniano com prostaglandina intracavernosa é o exame padrão para avaliar o fluxo arterial (pico sistólico normal > 35 cm/s) e a competência venosa. O Dr. Ricardo Inserra em São Paulo interpreta todo esse conjunto para chegar ao diagnóstico etiológico e propor o tratamento mais eficaz.

Tratamento 1 e 2: Estilo de Vida e Inibidores de PDE5

Modificações do estilo de vida são a base do tratamento da DE e atuam tanto diretamente sobre a função erétil quanto sobre os fatores de risco cardiovasculares subjacentes. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) demonstrou que exercício aeróbico de intensidade moderada (30 minutos, 3 vezes por semana, por 6 meses) reduziu a prevalência de disfunção erétil em 41% em homens sedentários com sobrepeso. Parar de fumar melhora a função endotelial e a vasodilatação peniana em semanas. Perda de peso em homens obesos com DE recupera a função erétil em mais de 30% dos casos. Dieta mediterrânea e moderação no álcool completam o conjunto. Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) são os medicamentos de primeira linha para DE. Ao inibir a PDE5, eles amplificam o efeito do óxido nítrico, facilitando o relaxamento muscular e o afluxo sanguíneo cavernoso. Os disponíveis no Brasil são: sildenafil (Viagra, 25-100 mg, dura 4-6 horas), tadalafil (Cialis, 5 mg diário ou 10-20 mg sob demanda, dura 36 horas), vardenafil (Levitra, 10-20 mg, dura 4-5 horas) e avanafil (Stendra, 50-200 mg, início em 15 minutos, mínimos efeitos colaterais). A eficácia global dos iPDE5 é de 65 a 80%, com eficácia ainda maior (85-90%) em pacientes sem diabetes ou lesão nervosa grave. São contraindicados em pacientes que usam nitratos (como isossorbida para angina) — a combinação pode causar hipotensão grave. O tadalafil 5 mg diário é especialmente indicado para homens com relações frequentes e que se beneficiam de espontaneidade — sem precisar “planejar” o comprimido.

Tratamento 3 e 4: Injeção Intracavernosa e Ondas de Choque de Baixa Intensidade (LESWT)

Para pacientes que não respondem adequadamente aos iPDE5 ou que os têm contraindicados, a injeção intracavernosa de alprostadil (prostaglandina E1) é uma alternativa altamente eficaz. O paciente injeta o medicamento com uma agulha finíssima diretamente na lateral do pênis, e a ereção se instala em 10 a 15 minutos — independentemente da estimulação sexual. A taxa de eficácia é de 70 a 85%, incluindo em pacientes com DE grave pós-prostatectomia, diabéticos e neurológicos. O alprostadil também pode ser administrado por via intrauretral (supositório MUSE) ou em gel tópico, com menor eficácia mas maior comodidade. A dose de alprostadil varia de 5 a 40 mcg por injeção e é ajustada individualmente. O principal risco é a priapismo (ereção que não cede) se a dose for alta — por isso o ajuste de dose inicial é feito sob supervisão médica. A litotripsia extracorpórea de baixa intensidade (LESWT, Low Energy Shockwave Therapy) é uma modalidade mais recente que utiliza ondas de choque acústicas de baixa energia aplicadas diretamente no pênis. O mecanismo é a estimulação da neoangiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) nos corpos cavernosos, tratando a causa vascular da DE em vez de apenas sintomaticamente. O protocolo padrão é de 6 sessões de 20 minutos (3 por semana por 2 semanas, ou 1 por semana por 6 semanas). Estudos randomizados mostram melhora na pontuação IIEF de 3 a 5 pontos em homens com DE vascular leve a moderada, com efeito sustentado por 12 a 24 meses. O LESWT não tem efeitos colaterais sistêmicos e pode potencializar a resposta aos iPDE5. Em São Paulo, o Dr. Ricardo Inserra avalia a indicação do LESWT individualmente.

Tratamento 5 e 6: Prótese Peniana Inflável e Terapia Sexual

A prótese peniana inflável de 3 peças (AMS 700 ou Coloplast Titan) é o tratamento definitivo para DE grave refratária a todos os outros tratamentos — ou para pacientes que preferem uma solução permanente sem medicamentos. O dispositivo é totalmente implantável e invisível externamente: um par de cilindros nos corpos cavernosos (que se enchem de soro fisiológico durante a ativação), uma bomba discreta na bolsa escrotal e um reservatório de líquido no espaço pré-vesical. O paciente ativa a bomba para obter ereção e a desativa ao terminar, esvaziando os cilindros. A taxa de satisfação com a prótese inflável de 3 peças é superior a 90% tanto do paciente quanto da parceira, em todas as séries publicadas de longo prazo. O parceiro não consegue identificar a prótese quando ela está desinflada. A cirurgia dura 45 a 60 minutos sob anestesia, com internação de 1 dia. A durabilidade mecânica do dispositivo é de 10 a 15 anos, com necessidade de revisão em 15 a 20% dos casos após esse período. O maior risco é infecção (< 2% com profilaxia antibiótica perioperatória adequada), que pode exigir retirada do dispositivo. A terapia sexual e psicológica é o tratamento de escolha para DE de origem predominantemente psicogênica — ansiedade de desempenho, problemas relacionais, depressão, traumas. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) focada em sexualidade tem taxa de resolução de 50 a 70% para DE psicogênica pura. Frequentemente, a abordagem mais eficaz combina a terapia psicológica com uso temporário de iPDE5, que "quebra o ciclo" do medo de falhar e restaura a confiança.

Perguntas Frequentes

A disfunção erétil pode ser sinal de problema no coração?

Sim, e esse é um dos motivos mais importantes para procurar um urologista. As artérias do pênis têm calibre de 1 a 2 mm — menores que as artérias coronárias (3 a 4 mm). Por isso, quando a aterosclerose ou a disfunção endotelial começa a se instalar, os sinais aparecem primeiro como dificuldade de ereção, antes de se manifestarem como angina ou infarto. Estudos mostram que homens com DE sem doença cardiovascular conhecida têm risco 2 vezes maior de ter um evento cardíaco nos próximos 10 anos. A avaliação urológica completa — com testosterona, glicemia, lipidograma e pressão arterial — funciona como triagem cardiovascular importante. Tratar os fatores de risco melhora simultaneamente a saúde cardiovascular e a função erétil.

O sildenafil (Viagra) faz mal ao coração?

Em homens sem doença cardiovascular ativa, o sildenafil é seguro. A contraindicação absoluta é o uso concomitante de nitratos (como isossorbida ou nitroglicerina) — a combinação causa hipotensão grave. Para homens com doença cardiovascular estável (infarto prévio há mais de 6 semanas, angina controlada sem uso de nitratos), os iPDE5 são considerados seguros pelos cardiologistas. Pacientes com insuficiência cardíaca grave, hipotensão não controlada ou angina instável devem ser avaliados cardiologicamente antes de iniciar iPDE5. O Dr. Ricardo Inserra solicita ECG e avaliação cardíaca quando necessário antes de prescrever esses medicamentos.

A injeção intracavernosa dói?

A maioria dos pacientes é agradavelmente surpreendida — a agulha é finíssima (calibre 28 ou 30G) e a injeção na lateral do pênis é pouco dolorosa, pois a pele do pênis tem sensibilidade reduzida nessa região. Um leve ardor ou desconforto por 1 a 2 minutos é possível. A grande maioria dos homens que aprende a autoaplicar o alprostadil relata que a questão da dor se torna irrelevante após as primeiras aplicações, especialmente quando comparam com a qualidade da ereção obtida — rígida, confiável e que não depende de estimulação prévia. O primeiro uso é sempre supervisionado pelo médico para ajuste de dose.

A testosterona baixa causa disfunção erétil?

O hipogonadismo (testosterona total abaixo de 300 ng/dL, segundo as diretrizes da EAU de 2024) contribui para a DE em alguns homens, mas raramente é a única causa. A testosterona baixa afeta principalmente o desejo sexual (libido), a energia e o humor. A reposição de testosterona (TRT) em homens genuinamente hipogonadais melhora a resposta aos iPDE5, mesmo quando esses já vinham sendo usados sem resultado satisfatório. Porém, a TRT sem indicação clara tem riscos (policitemia, supressão da fertilidade) e não deve ser iniciada empiricamente. A dosagem da testosterona deve ser feita em 2 amostras matinais em dias diferentes antes de qualquer decisão terapêutica.

As ondas de choque (LESWT) para disfunção erétil têm resultados permanentes?

O efeito das ondas de choque de baixa intensidade (LESWT) na DE vascular tem duração documentada de 12 a 24 meses na maioria dos estudos. Parte dos pacientes pode necessitar de sessões de manutenção após esse período. O LESWT não é uma cura definitiva no sentido em que a prótese peniana é, mas é o único tratamento que age sobre a causa vascular subjacente (estimula neoangiogênese e reparo endotelial), diferentemente dos medicamentos que apenas facilitam a ereção no momento de uso. Para pacientes com DE leve a moderada de origem vascular, o LESWT pode restaurar a função erétil a ponto de dispensar medicamentos por períodos prolongados.

Conclusão

A disfunção erétil em São Paulo tem solução eficaz para cada causa e grau de severidade. Da mudança de estilo de vida — que por si só melhora 41% dos casos — aos inibidores de PDE5 (65-80% de eficácia), à injeção intracavernosa (70-85%), ao LESWT (neoangiogênese sustentada), até a prótese peniana inflável (90%+ de satisfação), a urologia moderna tem resposta para todo o espectro da disfunção erétil. O mais importante é não postergar a consulta: a DE frequentemente sinaliza condições tratáveis que, sem atenção, podem comprometer mais do que a vida sexual. O Dr. Ricardo Inserra, com mais de 20 anos de experiência em urologia em São Paulo, oferece avaliação completa, diagnóstico etiológico e plano de tratamento personalizado — com toda a discrição que o tema exige.

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