A ressonância magnética multiparamétrica de próstata (mpRM) é considerada hoje o exame de imagem mais preciso para avaliação da glândula prostática. Em São Paulo, sua utilização cresceu exponencialmente nos últimos cinco anos, impulsionada pelas recomendações da EAU (European Association of Urology) e da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), que passaram a incluí-la no fluxo diagnóstico do câncer de próstata antes da biópsia. Diferente da ressonância convencional, a mpRM combina múltiplas sequências de imagem — morfológica, funcional e metabólica — que permitem identificar lesões suspeitas na próstata com alta sensibilidade e especificidade. O sistema de classificação PI-RADS v2.1, adotado internacionalmente, padroniza a leitura dessas imagens por radiologistas treinados. Em São Paulo, o Dr. Ricardo Inserra, urologista com mais de 20 anos de experiência e inscrito no CRM-SP, incorporou a mpRM ao protocolo diagnóstico de seus pacientes nos bairros de Moema, Itaim Bibi, Jardins e Paulista, garantindo máxima precisão na investigação de PSA elevado e suspeita de câncer de próstata.

O Que é a Ressonância Multiparamétrica e Como Funciona

A ressonância magnética multiparamétrica de próstata combina três tipos de sequências de imagem realizadas no mesmo exame: (1) Imagens ponderadas em T2 (morfológicas): avaliam a anatomia prostática em alta resolução, distinguindo a zona periférica (onde a maioria dos cânceres ocorre) da zona de transição e da zona central. Lesões cancerosas aparecem como áreas de baixo sinal (escuras) em T2. (2) Imagens ponderadas em difusão (DWI/ADC): avaliam a mobilidade das moléculas de água nos tecidos. Tumores malignos restringem a difusão due à maior densidade celular, aparecendo como hipointensidade no mapa ADC. (3) Imagens dinâmicas com contraste (DCE): avaliam o padrão de vascularização da lesão após injeção de gadolínio. Tumores tendem a mostrar impregnação precoce e intensa pelo contraste. A combinação dessas três sequências produz um mapa detalhado da próstata que o radiologista utiliza para classificar cada lesão suspeita de acordo com o sistema PI-RADS, que vai de 1 (muito improvável ser maligna) a 5 (muito provavelmente maligna). O exame é realizado em aparelhos de 1,5 ou 3 Tesla, com duração de aproximadamente 40 a 60 minutos.

Sistema PI-RADS: Como Interpretar o Laudo da Ressonância

O PI-RADS (Prostate Imaging Reporting and Data System) é um sistema de classificação padronizado que orienta urologistas e pacientes sobre o risco de câncer clinicamente significativo para cada lesão identificada na mpRM. PI-RADS 1: lesão muito provavelmente benigna — probabilidade de câncer clínico significativo menor que 10%. Conduta: rastreamento convencional. PI-RADS 2: lesão improvável de ser maligna — probabilidade entre 10 e 20%. Conduta: seguimento com PSA e RM em 12 meses. PI-RADS 3: lesão equívoca — probabilidade entre 20 e 30%. Conduta: decisão individualizada entre biópsia imediata e seguimento; contexto clínico e PSA são determinantes. PI-RADS 4: lesão provavelmente maligna — probabilidade entre 30 e 70%. Conduta: biópsia por fusão recomendada. PI-RADS 5: lesão muito provavelmente maligna — probabilidade maior que 70%. Conduta: biópsia por fusão urgente. O Dr. Ricardo Inserra, nos consultórios de Moema, Itaim Bibi e Jardins, analisa pessoalmente o laudo da mpRM e discute os achados com cada paciente em São Paulo, definindo a conduta mais adequada para cada classificação PI-RADS.

Indicações da Ressonância Multiparamétrica em São Paulo

As principais indicações da mpRM de próstata incluem: investigação de PSA elevado antes da primeira biópsia (pathway diagnóstico com RM pré-biópsia); suspeita de câncer com biópsia prévia negativa e PSA persistentemente elevado; estadiamento de câncer de próstata confirmado (avaliação de extensão extraprostática, invasão de vesículas seminais e linfonodos); planejamento de cirurgia robótica ou radioterapia; monitoramento de pacientes em vigilância ativa para câncer de baixo grau; e acompanhamento pós-tratamento para detecção de recidiva local. A mpRM também é útil na avaliação de próstatas grandes com HPB para distinguir HPB de câncer e orientar procedimentos como Rezum ou UroLift. No contexto do pathway europeu (EAU 2023), a mpRM passou a ser recomendada antes de qualquer biópsia de próstata, exceto em homens com PSA muito elevado onde a biópsia imediata é obrigatória. O Dr. Ricardo Inserra segue esse protocolo em São Paulo, reduzindo o número de biópsias desnecessárias e aumentando a precisão diagnóstica.

Preparação para a Ressonância de Próstata e O Que Esperar

A mpRM de próstata requer algumas preparações importantes para garantir a qualidade das imagens. Nas 24 a 48 horas anteriores ao exame, recomenda-se: abstinência sexual (ejaculação interfere na qualidade das imagens); enema retal (limpeza intestinal para reduzir artefatos de movimento peristáltico); e informar ao radiologista sobre uso de anticoagulantes, implantes metálicos ou marca-passo. No dia do exame, o paciente não precisa estar em jejum (exceto se o protocolo incluir contraste intravenoso, caso em que jejum de 4 horas é recomendado). A mpRM é realizada em posição deitada dentro do aparelho de RM, com duração total de 40 a 60 minutos. Não há radiação ionizante, e o procedimento não é doloroso. Pacientes claustrofóbicos podem necessitar de sedação leve. O laudo deve ser emitido por radiologista especializado em imagem prostática, e o Dr. Ricardo Inserra em São Paulo analisa pessoalmente as imagens juntamente com o laudo, garantindo correlação clínico-radiológica completa para cada paciente.

Perguntas Frequentes

A ressonância de próstata pode substituir a biópsia?

A mpRM não substitui a biópsia, mas pode evitá-la em pacientes com lesões PI-RADS 1 ou 2, onde a probabilidade de câncer clinicamente significativo é baixa. Para lesões PI-RADS 4 e 5, a biópsia por fusão é mandatória. A combinação de mpRM e biópsia por fusão é mais precisa do que qualquer um dos dois exames isoladamente.

É necessário usar contraste intravenoso na ressonância de próstata?

A maioria dos protocolos modernos de mpRM inclui contraste à base de gadolínio (DCE) como uma das sequências multiparamétricas. No entanto, em aparelhos de 3 Tesla de alta qualidade, algumas instituições realizam RM biparamétrica (sem contraste) com resultados comparáveis para detecção de cânceres da zona periférica. O Dr. Ricardo Inserra orienta sobre o protocolo mais adequado para cada paciente.

Tenho HPB. Preciso fazer a ressonância multiparamétrica?

Nem todos os homens com HPB precisam de mpRM. O exame é indicado principalmente quando há PSA elevado desproporcional ao tamanho da próstata, toque retal suspeito ou sintomas que sugiram lesão além da HPB. Para HPB pura sem suspeita de câncer, o ultrassom transretal geralmente é suficiente para avaliação e planejamento terapêutico.

Qual a diferença entre ressonância convencional e multiparamétrica?

A ressonância convencional usa apenas imagens anatômicas (T1 e T2), oferecendo resolução estrutural limitada para diferenciação de lesões prostáticas. A mpRM acrescenta sequências funcionais (difusão) e dinâmicas (contraste) que permitem caracterizar as propriedades biológicas das lesões, aumentando significativamente a capacidade de distinguir lesões benignas de malignas e de identificar cânceres clinicamente significativos.

Após tratamento do câncer de próstata, posso fazer ressonância?

Sim. Após prostatectomia radical, a ressonância da loja prostática pode identificar recidiva local precocemente, especialmente quando associada à elevação do PSA (recidiva bioquímica). Após radioterapia, a mpRM pode detectar regiões de recidiva intraprostática para planejamento de tratamentos de resgate como a braquiterapia focal ou a ablação a laser guiada por RM.

Conclusão

A ressonância magnética multiparamétrica de próstata revolucionou o diagnóstico do câncer de próstata em São Paulo e no mundo. Com alta precisão diagnóstica, ela permite evitar biópsias desnecessárias, direcionar biópsias para as regiões mais suspeitas e planejar tratamentos com maior segurança. O Dr. Ricardo Inserra, urologista especialista com mais de 20 anos de experiência e CRM-SP, integra a mpRM ao seu protocolo diagnóstico em Moema, Itaim Bibi, Jardins e Paulista em São Paulo. Se você tem PSA elevado ou suspeita de câncer de próstata, agende sua avaliação urológica completa.

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