O UroLift é um procedimento minimamente invasivo aprovado pela Anvisa e pelas principais agências regulatórias mundiais para o tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB) em homens que desejam alívio rápido dos sintomas urinários sem cirurgia convencional e sem comprometer a função sexual. Diferente da ressecção transuretral da próstata (RTUp) e do Rezum, o UroLift não remove nem destrói o tecido prostático: ele utiliza pequenos implantes permanentes para “prender” os lóbulos prostáticos laterais e abrir a uretra, como cortinas afastadas de uma janela. Em São Paulo, o Dr. Ricardo Inserra, urologista com mais de 20 anos de experiência inscrito no CRM-SP, oferece o UroLift como parte do arsenal terapêutico para HPB nos consultórios de Moema, Itaim Bibi e Jardins. Neste artigo, você vai entender como o procedimento funciona, para quem é indicado, quais são os resultados clínicos e como é a recuperação.

Como Funciona o UroLift: O Sistema de Implantes Prostáticos

O UroLift utiliza um sistema de entrega transuretral (introduzido pela uretra, sem cortes na pele) para colocar pequenos implantes de nitinol e poliéster nos lóbulos laterais da próstata. Cada implante funciona como um grampo: uma parte ancora-se no interior da cápsula prostática e a outra traciona o lobo lateral para fora, afastando-o da uretra e criando um canal de fluxo livre. O procedimento requer de 3 a 6 implantes, dependendo do tamanho da próstata, e é concluído em 20 a 30 minutos. Pode ser realizado sob anestesia local com sedação ou sob raquianestesia em regime ambulatorial. Após o procedimento, o paciente não fica com sonda na maioria dos casos, podendo retornar para casa em poucas horas e retomar as atividades normais já no dia seguinte. Os implantes são permanentes e biocompatíveis, não interferindo com exames de ressonância magnética (compatível com RM). A SBU e a EAU incluem o UroLift em suas diretrizes como opção de nível de evidência 1A para HPB com próstata entre 30 e 80 mL sem lobo médio significativo.

Candidatos Ideais para o UroLift em São Paulo

O UroLift é especialmente adequado para homens entre 45 e 75 anos com HPB moderada (IPSS entre 8 e 19), próstata entre 30 e 80 mL sem lobo médio proeminente, que desejam preservar a função erétil e a ejaculação anterógrada. Homens em uso de anticoagulantes que precisam de procedimento de baixo risco de sangramento também se beneficiam do UroLift, já que o procedimento é praticamente isento de sangramento. Pacientes que precisam retornar rapidamente às atividades profissionais ou que têm contraindicação a anestesia geral prolongada são candidatos ideais. Por outro lado, pacientes com próstatas muito grandes (acima de 80-100 mL), com lobo médio pronunciado, com retenção urinária crônica ou com suspeita de câncer de próstata não são candidatos adequados ao UroLift. O Dr. Ricardo Inserra, com consultório na Paulista e em Moema, realiza avaliação completa com cistoscopia, ultrassom e urofluxometria antes de indicar o procedimento a cada paciente em São Paulo.

Resultados Clínicos: O Que a Literatura Médica Diz

O UroLift é um dos procedimentos urológicos com maior volume de evidências científicas entre as tecnologias minimamente invasivas para HPB. O estudo LIFT, randomizado e controlado, com 5 anos de acompanhamento, demonstrou melhora de 11,4 pontos no escore IPSS, aumento de 51% no fluxo urinário máximo e melhora significativa na qualidade de vida. Mais de 93% dos pacientes mantiveram ejaculação anterógrada, e a função erétil foi preservada em praticamente todos os casos. A taxa de disfunção erétil relacionada ao procedimento foi de 0%. A taxa de reintervenção em 5 anos foi de 13,6%, comparável a outros tratamentos minimamente invasivos para HPB. Esses dados foram publicados no Journal of Urology e no European Urology, os periódicos mais respeitados da especialidade. Em São Paulo, o Dr. Ricardo Inserra acompanha os resultados de seus pacientes submetidos ao UroLift com urofluxometria e IPSS seriados, garantindo controle de qualidade dos desfechos clínicos.

Comparação: UroLift vs. Rezum vs. RTUp

A escolha entre UroLift, Rezum e ressecção transuretral da próstata (RTUp) depende de características específicas de cada paciente. O UroLift tem recuperação mais rápida (sem sonda na maioria dos casos, retorno imediato), melhor preservação da função ejaculatória e ausência de período de ablação tecidual. O Rezum trata o lobo médio com mais eficácia e pode ser usado em próstatas maiores (até 80 mL com lobo médio). A RTUp é o padrão-ouro para próstatas intermediárias (30-80 mL) com mais de 20 anos de evidências acumuladas, mas causa ejaculação retrógrada em 60-90% dos casos e requer internação de 1-2 dias. Para homens jovens, sexualmente ativos e com próstatas sem lobo médio, o UroLift tende a ser a escolha preferida pelo Dr. Ricardo Inserra. Para homens mais idosos, com sintomas mais graves ou próstata com lobo médio, o Rezum ou a RTUp podem ser mais indicados. A decisão é sempre individualizada e tomada em conjunto com o paciente após discussão dos prós e contras de cada opção.

Perguntas Frequentes

O UroLift é permanente? Os implantes ficam para sempre?

Sim, os implantes do UroLift são permanentes e ficam no lugar indefinidamente. São feitos de materiais biocompatíveis (nitinol e poliéster) amplamente utilizados em medicina. Caso necessário no futuro, os implantes podem ser removidos por cistoscopia sem dificuldade, e outros procedimentos como RTUp podem ser realizados sem complicações.

O UroLift interfere no exame de PSA?

O procedimento em si pode causar elevação transitória do PSA nas semanas seguintes, relacionada à inflamação tecidual local. Após 3 a 6 meses, o PSA retorna ao nível basal e pode ser interpretado normalmente para rastreamento de câncer de próstata. O Dr. Ricardo Inserra solicita PSA pré-procedimento e orienta sobre o intervalo adequado para o próximo exame.

É possível fazer ressonância magnética com os implantes do UroLift?

Sim. Os implantes UroLift são aprovados como compatíveis com RM de até 3 Tesla, de acordo com os padrões ASTM F2052 e ISO TS 10974. Isso significa que o paciente pode realizar ressonância magnética prostática ou de qualquer outra região do corpo sem contraindicação relacionada aos implantes.

O UroLift trata o câncer de próstata?

Não. O UroLift trata exclusivamente os sintomas urinários causados pela hiperplasia prostática benigna. Antes do procedimento, é obrigatória a exclusão de câncer de próstata por meio de PSA, toque retal e, se necessário, biópsia ou ressonância multiparamétrica. Pacientes com câncer de próstata ativo não são candidatos ao UroLift.

Quanto tempo dura o procedimento UroLift e posso ir de carro depois?

O procedimento leva de 20 a 30 minutos. Se realizado sob sedação intravenosa, o paciente deve aguardar de 1 a 2 horas na clínica antes de receber alta. Nesse caso, é necessário acompanhante e não é recomendado dirigir no mesmo dia. Se realizado sob anestesia local, a recuperação é mais rápida e o paciente pode ir a pé ou de táxi, mas dirigir no mesmo dia é contraindicado.

Conclusão

O UroLift é uma inovação tecnológica consolidada para o tratamento da hiperplasia prostática benigna em São Paulo e no mundo. Com recuperação rápida, preservação total da função sexual e eficácia comprovada por estudos de longo prazo, é uma excelente opção para homens que desejam melhorar a qualidade miccional sem abrir mão da qualidade de vida sexual. O Dr. Ricardo Inserra, urologista especialista com mais de 20 anos de experiência e CRM-SP, atende pacientes em Moema, Itaim Bibi, Jardins e Paulista, em São Paulo. Agende sua consulta e descubra se o UroLift é a solução ideal para o seu caso.

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